Home Data de criação : 09/09/17 Última atualização : 12/01/23 09:52 / 118 Artigos publicados

MEU TORDILHO  (VÍdeos) escrito em domingo 22 janeiro 2012 18:41

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GAJÁ DO INFINITO  (VÍdeos) escrito em domingo 22 janeiro 2012 18:33

Este é o nosso cavalo brincalhão!

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ÚLTIMO MATE  (Causos) escrito em sábado 21 janeiro 2012 14:03

         A pedido do patrão, a lida tinha que ser findada ainda naquele dia.

         Chegou em casa, já estava escuro. Desencilhou e antes da bóia ainda cevou o amargo.

         Sentou-se a frente do rancho num banquinho de três pernas, reclinando contra a parede para escorar as costas.

         Encheu o mate e começou a contemplar a noite escura como ele e as longínquas estrelas. O pensamento foi lhe levando cada vez mais próximo delas. Sentia a existência de um Patrão Maior que lá da sede daquela imensa fazenda controlava toda a peonada espalhada pelas invernadas terrenas.

         Viu-se sentado no alpendre dela, chimarreando, a contemplar as léguas e léguas de sesmarias, como sempre sonhou fazer um dia que fosse patrão.

         Quando amanheceu, foi encontrado morto recostado na parede, ainda com a cuia na mão.

 

 

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NA MOLDURA DAS COXILHAS  (Poesias) escrito em quinta 19 janeiro 2012 05:53

Um Cury da cor da noite,

sobre a melena fincado,

num barbicacho trançado,

se garantindo ao vento,

o zaino troteando atento,

trocando orelhas faceiro

e um laço velho campeiro,

apresilhado nos tentos.

 

Uma bombacha de favo,

sobre a bota debruçada,

uma adaga atravessada,

em diagonal à espinha

e qual um galo de rinha,

duas esporas bagualas,

que ainda riscam a sala,

nos bailes da tia Candinha.

 

Um nagão do berro grosso,

escondido na camisa,

só puxa quando precisa,

ou a situação requer.

Um cambicho de mulher,

às vezes nos traz perigo,

ou pra defender um amigo,

se faz uso dos “talher”.

 

Tal o sol num fim de tarde,

no pescoço um colorado,

abanando pra os dois lados,

juntando de novo as franjas,

relho cabo de pitanga,

com a mesma trança do apero,

e uma água de cheiro,

pra disfarçar a da sanga.

 

Pras intempéries do tempo,

sobre a anca do animal,

um poncho marca Ideal,

da mesma cor do sombreiro,

dois cuscos flor de campeiros,

que ficam de sentinela,

na hora de molhar a goela,

no balcão do bolicheiro.

 

Esta é a estampa do taura,

desta Terra Farroupilha,

que na moldura das coxilhas,

peleou e queimou cartucho,

isto sim é o nosso luxo,

é isto que nos orgulha,

pois ainda tem bala na agulha,

nas garruchas dos gaúchos!

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MEU JEITO  (Fotos Poemadas) escrito em sábado 27 agosto 2011 10:25

Blog de lafora :Lá Fora!, MEU JEITO

     Foto de Giancarlo Marques de Moraes

 

SOU POBRE, HUMILDE E HONESTO,

RIQUEZA NÃO ME FASCINA.

TENHO A PROTEÇÃO DIVINA

E UM CORAÇÃO FELIZ,

QUE PULSA SEM CICATRIZ,

TRANQUILO DENTRO DO PEITO,

VIM AO MUNDO DESTE JEITO

PORQUE DEUS ASSIM O QUIS.

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